Quando a apuração de custo é feita manualmente, ela depende de alguém coletar os dados de consumo de materiais, de horas apontadas e de rejeições de fontes diferentes e consolidá-los em uma planilha. Além do risco de erro e de esquecimento, o dado chega atrasado, normalmente no fechamento do mês, quando a ordem já foi encerrada e o momento de corrigir o desvio já passou. Com a apuração integrada ao ERP, os dados de custo são gerados pelas próprias operações do sistema, materiais requisitados pela ordem, horas apontadas no chão de fábrica e rejeições registradas no apontamento, e o custo real está disponível no encerramento de cada ordem, no momento em que ainda é possível agir.
Custo médio ponderado é o método pelo qual o custo de cada material no estoque é calculado como a média ponderada de todas as entradas e saídas, recalculada a cada movimentação. Quando um novo lote de matéria-prima entra com preço diferente do estoque anterior, o custo médio é atualizado considerando as quantidades e os preços de ambos. Para indústrias com variação frequente no preço de compra, esse método garante que o custo que alimenta a apuração das ordens de fabricação reflita o custo real do material disponível no estoque, não um custo padrão definido no início do ano e desatualizado ao longo do período.
O custo teórico é calculado antes da produção com base nos tempos previstos de cada operação, nas quantidades de materiais da estrutura do produto e nas taxas do centro de custo. É o custo esperado da ordem. O custo real é apurado durante e após a produção com base nos apontamentos efetivos do chão de fábrica, materiais realmente consumidos, horas reais de produção e preparação, rejeições e retrabalhos. Comparar os dois permite identificar exatamente onde o custo desviou do padrão, em qual operação, por qual motivo e em qual magnitude, transformando o desvio de custo em informação acionável para o gestor.
Quando a engenharia precisa alterar a estrutura de um produto, a alteração é feita no sistema com registro automático do usuário responsável, da data e da aprovação correspondente. A nova versão fica disponível para as próximas ordens de fabricação, enquanto as ordens já abertas ou encerradas mantêm a versão com que foram criadas. Isso garante dois resultados importantes: a produção trabalha sempre com a versão aprovada mais recente, e o histórico de rastreabilidade registra qual versão da estrutura foi utilizada em cada lote produzido, informação exigida em auditorias de qualidade e processos de PPAP.
Explosão de estrutura é o processo de calcular a necessidade total de todos os materiais em todos os níveis da BOM a partir de uma demanda de produto acabado. Se um produto acabado precisa de dois subconjuntos, cada subconjunto precisa de três componentes e cada componente precisa de duas matérias-primas diferentes, a explosão de estrutura calcula automaticamente a quantidade total de cada matéria-prima necessária para produzir qualquer quantidade do produto acabado. Para gestores que fazem esse cálculo manualmente em planilha, a explosão automática da estrutura pelo sistema elimina horas de trabalho e o risco de erro de cálculo que pode resultar em falta de material na linha de produção.
BOM, ou Lista de Materiais, é a estrutura completa de um produto, descrevendo todos os componentes, subconjuntos e matérias-primas necessários para fabricá-lo, com as quantidades correspondentes em cada nível. Uma estrutura multinível tem vários níveis de decomposição, onde o produto acabado é composto por conjuntos, que são compostos por subconjuntos, que são compostos por componentes e matérias-primas. No QS ERP, a BOM é cadastrada com todos os níveis necessários e o sistema explode automaticamente toda a estrutura para calcular a necessidade total de materiais, sem que o gestor precise fazer esse cálculo manualmente nível por nível.
O custo de produção é calculado com base no consumo real de materiais registrado nas ordens de fabricação, vinculado aos lotes de matéria-prima, e na mão de obra apontada por centro de custo. Esse custo é apurado pelo sistema e alimenta diretamente a contabilidade, sem necessidade de cálculo manual pelo contador. O resultado contábil reflete o custo industrial real de cada período, apurado pelos dados registrados no processo de produção.
O plano de contas é parametrizável pela própria empresa de acordo com sua estrutura e necessidades contábeis. Cada conta é configurada com seus atributos e vinculada às movimentações correspondentes. Isso significa que a empresa não precisa adaptar sua estrutura contábil ao padrão do sistema, mas configura o sistema para refletir a estrutura contábil que já utiliza
Cada evento financeiro e fiscal registrado no sistema, como emissão de nota fiscal, recebimento de pagamento, pagamento de fornecedor ou depreciação de ativo, gera automaticamente o lançamento contábil correspondente com débito e crédito nas contas definidas no plano de contas da empresa. O contador não precisa relançar essas movimentações em um sistema contábil separado porque elas já estão lançadas no momento em que a operação acontece.
Sim. O sistema atende os três regimes tributários, com a escrituração, apuração de impostos e geração de obrigações acessórias correspondentes a cada regime. A configuração do regime tributário é feita no cadastro da empresa e o sistema aplica as regras corretas automaticamente nas operações fiscais.
O sistema gera os arquivos do SPED Fiscal com Bloco K, SPED Contribuições, SPED Contábil e SPED ECF, além de GIA, GIA-ST e GNRE. Todos os arquivos são produzidos com base nas informações já registradas nas operações do período, no formato padrão exigido pela Receita Federal e pelas secretarias estaduais, prontos para validação e entrega sem necessidade de importação de dados de outros sistemas.
O Bloco K é a parte do SPED Fiscal que exige o registro detalhado do consumo de matérias-primas nas ordens de produção, do estoque de produtos em elaboração e dos produtos acabados gerados no período. Para indústrias que não têm o controle de produção integrado ao sistema fiscal, atender o Bloco K exige montar um controle paralelo específico, cruzando dados de produção com movimentações de estoque manualmente. No QS ERP, o Bloco K é gerado a partir do apontamento de produção e das requisições de material já registradas no sistema, sem trabalho adicional da equipe fiscal.
O adiantamento pago a um fornecedor é registrado no sistema vinculado ao fornecedor correspondente. Quando a nota fiscal de compra chega, o sistema identifica o adiantamento disponível e permite abatê-lo no pagamento da nota, registrando o saldo remanescente. Todo o histórico de adiantamentos, abatimentos e saldos disponíveis fica registrado no sistema por fornecedor, eliminando o risco de pagar duas vezes ou de perder o controle de valores adiantados.
CNAB é o padrão de comunicação eletrônica entre empresas e bancos utilizado no Brasil. No QS ERP, a integração via CNAB permite importar o extrato bancário diariamente para a conciliação automática, exportar remessas de cobrança com os boletos a enviar para clientes e exportar remessas de pagamento com os títulos a pagar para fornecedores. O retorno do banco com as confirmações de pagamento e recebimento é importado automaticamente, atualizando os lançamentos no sistema sem intervenção manual.
Quando uma nota fiscal de compra é recebida no sistema, o lançamento no contas a pagar é gerado automaticamente com valor, vencimento e fornecedor. Quando uma NF-e de venda é emitida, o lançamento no contas a receber é gerado no mesmo momento com as parcelas e vencimentos da condição de pagamento do cliente. Não é necessário nenhum lançamento manual adicional porque o financeiro é alimentado diretamente pela operação que o originou.
Cada ordem de manutenção registra os materiais consumidos retirados do estoque, as horas de mão de obra da equipe interna com o custo por hora de cada profissional e os serviços de terceiros contratados com seus respectivos valores. O sistema acumula esses custos por equipamento ao longo do tempo, gerando um histórico de custo de manutenção que permite comparar equipamentos, identificar quais consomem mais recurso e embasar decisões de substituição ou reforma com dados reais.
As ordens de manutenção preventiva geradas pelo sistema aparecem no calendário compartilhado com o PCP. Quando uma máquina tem manutenção programada, o planejamento de produção considera aquele equipamento indisponível naquele período e redistribui a carga de produção para os demais recursos. Isso elimina o conflito entre manutenção e produção, onde a linha precisa parar porque a manutenção entrou na máquina sem avisar, ou a manutenção é adiada porque a produção não pode parar.
Manutenção corretiva é a intervenção realizada depois que o equipamento falhou, com linha parada, urgência na busca de peças e custo de produção perdida. Manutenção preventiva é a intervenção planejada antes da falha, com material separado, equipe disponível e produção programada para o período de indisponibilidade. O custo da manutenção preventiva é previsível e controlável. O custo da corretiva inclui a parada não planejada, o impacto na entrega ao cliente e frequentemente o custo de emergência para peças e serviços, que é sempre maior do que o custo planejado.
Cada ordem de produção é vinculada aos lotes de matéria-prima requisitados do estoque e aos processos de fabricação realizados. Se o plano de qualidade exigir inspeção de processo, os pontos de controle aparecem para o inspetor no momento correto da produção. O resultado é uma cadeia completa de rastreabilidade, do lote do fornecedor até o produto acabado, com os registros de qualidade integrados ao histórico de produção da ordem.
OEE (Overall Equipment Effectiveness) é o indicador de eficiência global dos equipamentos, calculado com base na disponibilidade da máquina, no desempenho da produção e na qualidade das peças produzidas. No QS ERP, o OEE é calculado com base nos dados reais de apontamento, considerando o tempo disponível da máquina, as paradas registradas com causa e duração e a taxa de rejeição apontada pelos operadores. O resultado é um indicador confiável, baseado no que realmente aconteceu, não em estimativa.
O operador utiliza um tablet ou coletora instalado no posto de trabalho para registrar a produção no momento em que acontece. Quantidade produzida, peças rejeitadas e paradas de máquina são apontados por código de barras ou digitação direta, sem sair da máquina e sem esperar o final do turno. Os dados entram no sistema em tempo real e ficam disponíveis para o gestor imediatamente, vinculados à ordem de produção, ao lote de material e ao operador que realizou o apontamento.
O MRP calcula a necessidade de materiais considerando o estoque atual, os pedidos de compra já colocados e o lead time de cada fornecedor. Com esse cálculo, o sistema recomenda comprar apenas o que é necessário para atender a demanda prevista, no momento em que precisa ser encomendado para chegar na data certa. O resultado é um estoque enxuto, calibrado pela demanda real, sem excesso de capital parado e sem risco de falta na linha de produção.
O fluxo de aprovação é parametrizado no sistema de acordo com as regras da empresa, por valor, tipo de material, centro de custo ou qualquer outro critério definido. Quando uma área abre uma requisição, ela segue automaticamente para os aprovadores definidos, que podem aprovar ou reprovar pelo aplicativo, de qualquer lugar. O histórico de cada requisição, com quem aprovou, quando e com qual valor, fica registrado no sistema para auditoria.
MRP (Material Requirements Planning) é o processo de cálculo automático da necessidade de materiais com base na demanda de produção. No QS ERP, o MRP considera os pedidos de venda confirmados, o plano mestre de produção, o estoque disponível, os pedidos de compra já colocados e os lead times de cada fornecedor para determinar o que precisa ser comprado ou produzido, em quais quantidades e em que momento. O resultado é uma programação de compra gerada automaticamente, sem que o comprador precise calcular manualmente.
A comissão é calculada automaticamente pelo sistema com base nos mesmos dados de faturamento ou recebimento utilizados pelo financeiro, de acordo com a política comercial definida para cada vendedor. O resultado está disponível no fechamento do mês sem necessidade de planilha paralela, eliminando a divergência que costuma ocorrer quando o cálculo é feito separado dos dados reais do sistema.
Sim. O aplicativo de força de vendas do QS ERP permite que o vendedor crie orçamentos, registre pedidos de venda, consulte o histórico do cliente, verifique disponibilidade de estoque e acompanhe o status de cada pedido, de qualquer lugar. Aprovações de orçamentos e pedidos também podem ser feitas pelo aplicativo, sem depender do acesso ao sistema pelo escritório.
Quando um pedido de venda é confirmado no QS ERP, o sistema disponibiliza as informações para o PCP gerar a ordem de fabricação com base na demanda real. O MRP calcula a necessidade de materiais considerando o estoque disponível e os pedidos de compra em aberto, e as compras são acionadas automaticamente quando necessário. Todo esse fluxo acontece dentro do mesmo sistema, sem que ninguém precise repassar a informação entre departamentos.
OTD (On Time Delivery) é o percentual de entregas realizadas dentro do prazo acordado com o cliente. Para fornecedores automotivos, é um dos principais indicadores de avaliação de desempenho pelas montadoras. O QS ERP calcula o OTD automaticamente com base nas datas da programação de entrega e nas datas das notas fiscais emitidas, identificando atrasos em tempo real e disponibilizando o histórico para auditorias e avaliações de fornecedor.
O sistema registra o contrato com as condições comerciais e o volume total acordado. A cada nota fiscal emitida para o cliente, o saldo do contrato é baixado automaticamente. O PCP e o comercial enxergam em tempo real quanto já foi faturado, quanto ainda está em aberto e qual é a previsão de entrega por período, sem precisar conciliar manualmente no fechamento do mês.
Programa de entrega é o documento enviado periodicamente pela montadora ao fornecedor, com as quantidades e datas de entrega previstas para os próximos dias, semanas e meses. Diferente de um pedido pontual, o programa de entrega está vinculado a um contrato de fornecimento de longo prazo e é atualizado com frequência semanal ou quinzenal. No QS ERP, cada atualização do programa é importada automaticamente e atualiza o planejamento de produção sem intervenção manual.
O núcleo é o mesmo, mas a pressão muda: um Tier 1 negocia EDI direto com a montadora; um Tier 2 geralmente atende vários Tier 1 ao mesmo tempo, cada um com layout e exigência diferente. O sistema precisa lidar com essa variação sem virar um processo manual por cliente.
É a norma de gestão da qualidade específica do setor automotivo, derivada da ISO 9001. Ela exige rastreabilidade documentada, controle de não conformidade e histórico de revisão de produto, pontos que um ERP com esses processos nativos já responde sem depender de controle paralelo em planilha.
EDI é a troca eletrônica de documentos (pedido, programação de entrega, aviso de recebimento) direto entre o sistema da montadora e o do fornecedor, sem digitação manual. Montadoras exigem isso porque a programação delas muda com frequência, e cada mudança manual vira risco de atraso ou erro na entrega
No mínimo: EDI compatível com o padrão usado pela montadora, rastreabilidade de lote que responda a uma auditoria em minutos, controle de revisão de engenharia (ECN) e etiqueta de identificação no formato exigido por cada cliente. Cada montadora tem sua própria variação desses requisitos — um fornecedor que atende mais de uma precisa que o sistema lide com essa variação sem virar um processo manual por cliente.
Três aparecem com mais frequência: tratar a implantação como projeto só de TI, sem envolver quem trabalha no chão de fábrica e vai alimentar o sistema; migrar dados de um sistema antigo sem limpar o cadastro primeiro; e escolher um sistema genérico assumindo que "depois a gente customiza", o custo dessa customização costuma superar o da própria licença.
Dois fatores pesam mais na definição do prazo: o quanto os processos internos da empresa já estão organizados antes de começar (estrutura de produto documentada, roteiro de produção escritos) e o quanto a equipe do cliente está disponível para participar da implantação. O segundo fator é o nível de aderência do ERP ao seu modelo de negócio: quanto mais especialista no seu setor, menor a necessidade de customização e menor o prazo. Na QS, com processos organizados e equipe disponível, o prazo médio de implantação é de 3 meses.
O preço varia com o número de usuários, os módulos ativados (produção, EDI, qualidade) e o porte da operação — não existe tabela única. O que pesa mais no orçamento não é a licença, é o quanto de processo específico do seu setor o sistema já resolve nativamente, porque isso reduz o custo de customização depois.
Um ERP genérico controla financeiro, estoque e vendas do mesmo jeito para qualquer setor. Um ERP para indústria automotiva já nasce sabendo o que uma montadora exige: EDI no formato que ela usa, rastreabilidade de lote auditável, controle de revisão de engenharia e etiqueta específica por cliente. Isso normalmente vira customização (e custo extra) em um ERP genérico. Em um ERP especialista tudo isso é nativo.
Um ERP industrial é o sistema de gestão que controla os processos que acontecem desde o recebimento do pedido do cliente até a entrega: compra de matéria-prima, ordem de fabricação, apontamento no chão de fábrica, qualidade, manutenção, estoque, custos até a nota fiscal. Todas as informações na mesma base de dados, para garantir a integridade da informação. A diferença para um ERP administrativo comum é que ele entende o processo produtivo: a estrutura de produto e os processos de fabricação são os pilares que sustentam todo o sistema.
Sim. Os fluxos de controle de lote, apontamento de produção com registro de máquina e operador, e rastreabilidade bidirecional do fornecedor até o cliente final são parte do sistema padrão do QS ERP, sem necessidade de customização. Esses registros são exatamente os que auditores da IATF 16949 consultam durante as auditorias de sistema.
Rastreabilidade de produção é a capacidade de registrar e consultar o histórico completo de cada peça fabricada, do lote da matéria-prima recebida até a nota fiscal de saída para o cliente. Em um ERP automotivo, esse controle precisa estar integrado ao recebimento, ao estoque, ao apontamento de produção e ao faturamento, de forma que qualquer consulta retorne o histórico completo sem depender de planilhas ou registros manuais.
Quando uma implantação falha, quase sempre dá para apontar onde: o projeto ficou só com a TI e não envolveu quem opera o chão de fábrica, os dados migraram do sistema antigo sem saneamento, ou o escopo foi fechado sem mapear o processo real. A implantação da QS trabalha essas três causas — começa pelo mapeamento do processo atual e pela limpeza dos cadastros, o treinamento segue o fluxo da sua operação em vez de telas soltas, e quem implanta é a nossa própria equipe. Resultado ninguém garante de antemão; causa dá para atacar antes que se repita.
Este é um mito antigo! A necessidade de um ERP não é determinada pelo tamanho da empresa, e sim pela complexidade da operação. Qualquer indústria, por menor que seja possui uma operação complexa que necessita de um controle confiável das informações desde o pedido do cliente até a saída do material. O QS ERP foi dimensionado para indústrias que já lidam com estrutura de produto, processos de fabricação e controle de estoque, e precisam de gestão real sobre isso, sem pagar por funcionalidade que nunca vão usar. O escopo é definido junto com você, e a implantação é por processo: você paga apenas pelos processos que sua operação realmente precisa.
Primeiro avaliamos a aderência: muita coisa que parece "específica" já está prevista no escopo padrão do QS ERP. Quando existe uma necessidade real de customização, ela entra na definição de escopo do projeto e é desenvolvida pela nossa própria equipe. Se for algo que beneficia outros clientes do mesmo setor, pode entrar no roadmap padrão do produto.